Após a Primavera Árabe em 2011, outro presidente é deposto no Egito
notícia: Em 2011, países do Oriente Médio foram sacudidos pelos protestos revolucionários da Primavera Árabe. Povos de países como Egito, Síria, Líbia, Tunísia, Argélia, entre outros, foram as ruas protestar e manifestarem-se.
No Egito, a onda de protestos começou no dia 25 de janeiro de 2011 e estendeu-se até o dia 11 de fevereiro do mesmo ano. As manifestações começaram em um ato de autoimolação, no qual uma pessoa ateou fogo em seu próprio corpo como forma de expressar sua raiva contra o sistema vigente: uma ditadura.
Hosni Mubarak, o então presidente do Egito, assumiu o cargo em 1981 e ficou no poder até 2011. O reinado de Mubarak de 30 anos fez dele o presidente mais longevo da história do Egito. Os protestos culminaram na deposição de Mubarak e uma democracia fora instaurada no país, com posteriores eleições para presidente.
Após a renúncia de Hosni, Mohamed Mursi, ganhou as eleições e assumiu a presidência. Mursi assumiu o cargo em 30 de junho de 2012 e foi o primeiro presidente civil e primeiro ativista islâmico eleito democraticamente em seu país. Depois de pouco mais de um ano no poder, Mursi foi deposto, em 3 de julho de 2013.
o processo: O descontentamento começou em 2012, quando Mursi, 1º presidente democraticamente eleito do Egito, deu a si mesmo amplos poderes numa tentativa de garantir que a Assembleia Constituinte concluísse a nova Constituição. Desde então, houve uma cisão política no país. De um lado, Mursi e a Irmandade Muçulmana; de outro, movimentos revolucionários e liberais. Quando a nova Constituição, polêmica e escrita por um painel dominado por islamitas, foi aprovada às pressas, as manifestações em massa tomaram as ruas, e Mursi acionou o Exército. Mas enfrentamentos continuaram, deixando mais de 50 pessoas mortas. Diante da pressão, os militares deram um ultimato ao presidente, que tinha 48 horas para atender às demandas populares. Mursi insistiu que ele era o líder legítimo do Egito, e houve intervenção. O general Abdel Fattah al-Sisi foi à TV dizer que as Forças Armadas responderam aos anseios do povo.
Como a nova Constituição era alvo de fortes críticas, o comandante-geral do Exército, o general Abdul Fattah al-Sisi, suspendeu-a temporariamente. e declarou em TV aberta o fato, e que o presidente da Suprema Corte assumiria a presidência, pondo fim no mandato de Mursi. Com isso, Adli Mansour comanda o governo interino formado por tecnocratas até que eleições presidenciais e parlamentares sejam convocadas. Com a Constituição suspensa, novas eleições devem ser anunciadas em breve.
Em 30 de junho de 2013, no primeiro aniversário da eleição do presidente egípcio Mohamed Mursi, milhões (MILHÕES!) de manifestantes em todo o Egito tomaram as ruas e exigiram a renúncia imediata do presidente por causa de questões políticas, econômicas e sociais que haviam se intensificado em seu mandato (assim como houvera em 2011, quando manifestantes revolucionários depuseram o então presidente Hosni Mubarak). As manifestações, que foram em grande parte pacífica, tornaram-se violentas quando cinco manifestantes anti-Mursi foram mortos em confrontos e tiroteios.
Mursi foi detido e teve sua prisão preventiva decretada pelas autoridades do país, no sábado, dia 27 de julho de 2013. Deve permanecer 15 dias detido por um rol de acusações, como a morte de soldados e conspiração com o grupo palestino Hamas. Para a Irmandade Muçulmana, movimento do qual Mursi faz parte, as acusações contra o ex-presidente são ''ridículas''. Além do mais, o ex-presidente está sob investigação por sua fuga de uma prisão no norte do Cairo, ao lado de outros líderes da Irmandade. Há suspeita de que o Hamas tenha participado do incidente, o que constituiria interferência externa ilegal, por lei egípcia.
Em 8 de julho, 51 islamitas foram mortos durante a repressão do Exército diante de um quartel da Guarda Republicana, onde se acredita que Mursi esteja detido.
Dessa maneira, Mursi é o segundo presidente do Egito deposto em menos de dois anos, pela força das ruas; por manifestantes revolucionários que lutam pelos seus direitos e de toda a nação egípcia.
opinião: Não é difícil perceber que o fenômeno revolucionário pelo qual o Egito passou e está passando é extraordinário. Primeiro o ditador, o qual ficara 30 anos no poder, Mubarak foi deposto; dois anos depois, Mohamed Mursi, com um ano no cargo, também foi. Essa revolução feita pelo povo indo às ruas, nos mostra do que somos capazes se agirmos coletivamente. Essas lutas não visaram mais nada além de uma melhor sociedade, mais justa e igualitária, onde todos possam ter voz e vez. E, nessas duas vezes, o povo venceu: conseguiram derrubar uma ditadura que se estendia há décadas, para dar espaço a uma democracia.
Devemos dar mais atenção ao povo egípcio. Os meios de comunicação em massa, como TV's, rádios, Internet entre outros, ao meu ver, não estão dando a ênfase que merecem essas lutas. Acho que esse fato deve ser amplamente divulgado e discutido pela sociedade.Tais mudanças radicais que aconteceram e estão acontecendo no Egito é algo incrível e que merecem toda a nossa atenção e nosso apoio.
o processo: O descontentamento começou em 2012, quando Mursi, 1º presidente democraticamente eleito do Egito, deu a si mesmo amplos poderes numa tentativa de garantir que a Assembleia Constituinte concluísse a nova Constituição. Desde então, houve uma cisão política no país. De um lado, Mursi e a Irmandade Muçulmana; de outro, movimentos revolucionários e liberais. Quando a nova Constituição, polêmica e escrita por um painel dominado por islamitas, foi aprovada às pressas, as manifestações em massa tomaram as ruas, e Mursi acionou o Exército. Mas enfrentamentos continuaram, deixando mais de 50 pessoas mortas. Diante da pressão, os militares deram um ultimato ao presidente, que tinha 48 horas para atender às demandas populares. Mursi insistiu que ele era o líder legítimo do Egito, e houve intervenção. O general Abdel Fattah al-Sisi foi à TV dizer que as Forças Armadas responderam aos anseios do povo.
Como a nova Constituição era alvo de fortes críticas, o comandante-geral do Exército, o general Abdul Fattah al-Sisi, suspendeu-a temporariamente. e declarou em TV aberta o fato, e que o presidente da Suprema Corte assumiria a presidência, pondo fim no mandato de Mursi. Com isso, Adli Mansour comanda o governo interino formado por tecnocratas até que eleições presidenciais e parlamentares sejam convocadas. Com a Constituição suspensa, novas eleições devem ser anunciadas em breve.
Em 30 de junho de 2013, no primeiro aniversário da eleição do presidente egípcio Mohamed Mursi, milhões (MILHÕES!) de manifestantes em todo o Egito tomaram as ruas e exigiram a renúncia imediata do presidente por causa de questões políticas, econômicas e sociais que haviam se intensificado em seu mandato (assim como houvera em 2011, quando manifestantes revolucionários depuseram o então presidente Hosni Mubarak). As manifestações, que foram em grande parte pacífica, tornaram-se violentas quando cinco manifestantes anti-Mursi foram mortos em confrontos e tiroteios.
Mursi foi detido e teve sua prisão preventiva decretada pelas autoridades do país, no sábado, dia 27 de julho de 2013. Deve permanecer 15 dias detido por um rol de acusações, como a morte de soldados e conspiração com o grupo palestino Hamas. Para a Irmandade Muçulmana, movimento do qual Mursi faz parte, as acusações contra o ex-presidente são ''ridículas''. Além do mais, o ex-presidente está sob investigação por sua fuga de uma prisão no norte do Cairo, ao lado de outros líderes da Irmandade. Há suspeita de que o Hamas tenha participado do incidente, o que constituiria interferência externa ilegal, por lei egípcia.
Em 8 de julho, 51 islamitas foram mortos durante a repressão do Exército diante de um quartel da Guarda Republicana, onde se acredita que Mursi esteja detido.
Dessa maneira, Mursi é o segundo presidente do Egito deposto em menos de dois anos, pela força das ruas; por manifestantes revolucionários que lutam pelos seus direitos e de toda a nação egípcia.
opinião: Não é difícil perceber que o fenômeno revolucionário pelo qual o Egito passou e está passando é extraordinário. Primeiro o ditador, o qual ficara 30 anos no poder, Mubarak foi deposto; dois anos depois, Mohamed Mursi, com um ano no cargo, também foi. Essa revolução feita pelo povo indo às ruas, nos mostra do que somos capazes se agirmos coletivamente. Essas lutas não visaram mais nada além de uma melhor sociedade, mais justa e igualitária, onde todos possam ter voz e vez. E, nessas duas vezes, o povo venceu: conseguiram derrubar uma ditadura que se estendia há décadas, para dar espaço a uma democracia.
Devemos dar mais atenção ao povo egípcio. Os meios de comunicação em massa, como TV's, rádios, Internet entre outros, ao meu ver, não estão dando a ênfase que merecem essas lutas. Acho que esse fato deve ser amplamente divulgado e discutido pela sociedade.Tais mudanças radicais que aconteceram e estão acontecendo no Egito é algo incrível e que merecem toda a nossa atenção e nosso apoio.

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